Acho mesmo que deveríamos nos alegrar com o que temos.Esse negócio de ter medo de perder algo não está com nada. Principalmente quando esse algo não é palpável, não é abraçável, nem beijável. Ele é simplesmente intocável. Porque ele não é seu, não é de outrem, nem de ninguém. Mas um dia será. E esse será é um futuro que não é subjuntivo e é mais do que imperfeito.Isso me faz lembrar que tenho que pular os dois degraus quebrados da escada lá de casa. Sempre tenho aquela fisgada na perna. Não pode ser a idade, já fiz até exames, deve ser pelo esforço.Ás vezes penso em usar a outra entrada, mas já entra tanta gente por ela que vou acabar acostumando e nunca vou consertar a escada. Pra mim, já virou um exercício: dois pulos grandes todos os dias. Outra coisa que tenho que fazer: parar de adiar as coisas. Se é uma visita, adio o dia. Se é uma consulta, altero a data.Vou parar logo de adiar essa dor e esse medo.Afinal se eu tenho tudo e perco aqui, eu ganho acolá. Mas e se eu não perder nada? Porque o medo de perder o que não tem é isso, no ínício dá aquela fisgada na perna.Mas depois que isso vira um fato, dói o corpo inteiro. E como dói.
E vocês quando vierem visitar minha casa, podem usar a outra entrada se quiser.Mas indico o exercício- dois grandes pulos no dia te trazem uma dorzinha leve, mas te deixam com mais vigor para os outros dias.
Outro exercício que indico:agarrem as certezas de hoje, talvez, quem sabe... elas te carregarão amanhã.
ps: boas vindas aos novos seguidores