8.11.09

idealizar

É fácil quando lemos um livro e tentamos imaginar os personagens, quando os colocamos em nossa cabeça. Mas isso na realidade tem outro lado, tem um outro nome, uma outra sensação. O quão ruim é tentarmos imaginar como é determinada pessoa, o que ela costuma fazer, como ela costuma agir, a maneira como ela fala, como ela olha. Um olhar diz muito, as palavras são livres e as ações demonstram. E então o desejo de se aprofundar mais na história, de ir o mais longe possível, afim de saber onde tudo vai dar, o desejo do querer, fala mais alto. E após isso, coisas supérfluas são esquecidas, o interesse é maior, fazendo do risco um degrau a mais. E aí vem a empolgação, a frustração, a ansiedade, as palavras não ditas, tudo junto. E tudo parece mudar, a inconstância se torna clara, o desconforto se exalta e a esperança revigora aquilo perdido. Mas então chega o fim. O fim de tudo. O fim de um não começo, o fim do fim. O tempo chega. Pronto, agora eu me sento e me acalmo. É o tempo de esquecer, tempo de novos ares, de uma mudança, de um outro começo, um que dure e não se acabe.



[ás vezes me empolgo a escrever aqui, mais ainda do que com um papel e caneta em mãos.]

4 comentários:

  1. Será que você está falando da vida, dum namoro pela internet, de personagens de um livro...? São tantas as interpretações possíveis. Textos inteligentes são assim, sabia?

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  2. Querida amiga avassalador...Minha sabia e avassaladora avó:"Coração dos outros é terra que ninguem anda".
    E não anda mesmo!
    Muitas vezes, nem a propria pessoa se reconhece...

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  3. Sei bem como é o fim de uma coisa que nunca começou.

    Sinta-se à vontade lá no Reticencio-me, Fá. :)
    Beijo

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  4. I don't know haha just bought it today.

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