16.4.10

um presente pra você


E mais uma vez lhe escrevo, já lhe disse o quanto me incomoda o seu incômodo? me dizes que é agradável me ouvir, que me entender é perfeitamente aceitável, que alguns de meus problemas são toleráveis diante do possível, já que por incrível que pareça, já passou por tudo que eu já passei, bem... por quase tudo! Sempre me diz que as pessoas tem uma enorme dificuldade em resolver situações simples do dia a dia, concordo. Que os seus problemas são decorrentes das preocupações que elas insistem em denominar como problemas.A outros, isso tudo parece fora de compreensão. O que se sucede é que muitas se desesperam ao tentarem resolverem questões que dependem de duas ações: pensar e agir. Isso, sabe quando me diz: pense um pouco, analise isso, tente definir isto, faça um esforço para aquilo? E então eu digo: é difícil entender, é incompreensível, mas espere, vou tentar. Afinal, quem precisa da estaca zero, quando se tem a um? O zero me lembra o abismo, me faz pensar que, sequer pensar, foi em vão.
Quando erramos dá-se o mesmo, se podemos retornar e refazer, por que não tentar? Se podemos prevenir, por que deixar o que é reto se entortar? Os clichês fazem-se valer nesses momentos. Acho que tudo vale do ponto de vista que eu não quero ver, do óbvio camuflado, da verdade tentando ser omitida. Me dizes tanta coisa, mas há algo sempre importante por trás disso. Não se torture em entender cada movimento de outros, não pense que expressões faciais lhe darão certezas, nunca ache que você tem maiores problemas que as outras pessoas, que palavras como perdão e flexibilidade já não são mais as mesmas e principalmente que cada erro te trará um significado, talvez um nunca mais faça isso ou um brilhante, você está aprendendo e a cada dia ultrapassa suas próprias expectativas.Sei que fórmulas não existem, que devo ouvir críticas positivas, um ombro amigo e conselhos de alguém de fora da minha situação, porque o que eu vejo, ninguém parece ver da mesma forma, mas já comprovei estar enganada, afinal, posso estar olhando apenas para o cume do monte e não além dele.


Agora preciso ir, estou envolvida em um novo projeto fotográfico, a do egocentrismo retratável, quer ver? Minhas linhas ficaram um pouco acima do normal hoje, eu sei... mas tem que reconhecer que a vontade de lhe escrever foi maior.


Com amor, lhe escrevo em breve.
pauta para o blogueando.

3 comentários:

  1. Oi ;)

    Ás vezes tentamos entender tudo, todos, todas as situações, buscar respostas compreensiveis para tudo que acontece conosco, mas ás vezes não tem resposta mesmo.

    Um beijo.

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  2. Seu blog já me cativou pelo Quintana aí ao lado. O poeta simples, um dos meus preferidos...

    Pois é, tem coisas que a gente não consegue responder.

    Beijo,
    :*

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  3. Essas duvidas são tão ruins, não é mesmo?
    Bjos

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