2.5.10

realejo

gosto dos cheiros, gosto dos abraços, sinto os olhares, sinto o toque, ouço o que dizem, falo como quem respira, ando como quem anda sobre a seda, aguardo o inesperado, anseio pelo esperado, não estou aqui nem ali, vou ao passo de uma tartaruga tentando ser lebre, me vejo ao longe, me faço de pedra, me desmancho como uma pétala, não me atenho ao descontrole, mas ás vezes deixo lágrimas me levar, me dedico, abdico, renovo, transformo, receio, pego o bonde andando, desço na primeira estação e revejo o mapa, mas não tem nada escrito, não há legendas, não há setas, não há atalhos, apenas estradas, tortuosas e esburacadas, e há também setas, para direita/ esquerda, leste/oeste, atrás e á frente. Pego a bússola e sigo. Se é adiante, quem saberá. Talvez o tempo dirá. E é incerto como folhas vivas de outono, como a chuva de inverno, a migração das aves, mas é tão notável quanto o desabrochar das flores, o nascer do sol e o silencioso farfalhar dos ventos.

3 comentários:

  1. Nossa... me encantei com isso :) Acho que é melhor sair sem rumo mas sempre andando em frente com a cabeça erguida, rindo brincando é a melhor forma de viver a vida e viver bem.

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  2. Oi flor! Tem selinho pra ti lá no meu blog http://www.eaisim.blogspot.com/
    beeeeijo :*

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  3. Muito isnpirador, assim posso saber que posso seguir em frente.

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