6.6.10

relato

E essa minha insistência em atrair e gostar das coisas e pessoas mais impressionantes ainda vai me matar. O que dizes você, Maria, a tresloucada, porém ajuizada. E minha nega, chama-se Tereza, é tão afoita, mas tão bondosa, dá vontade de criar em casa. Alberto, mesmo com toda sua pompa, dá a tranquilidade que nossos corações merecem. E que eu não me esqueça de Jane, aquela que não é Amélia, mas que é mulher de verdade. E tua irmã Raimunda? 'vai conduzindo', ô 'Raimunda orgulhosa', menina de graças e peraltices.
E por falar em graça, lembrei-me de Elisabeth, a menina dos meus olhos, arretada e tão solidária e que vive repreendendo Luiz, aquele menino impulsivo e tão apaixonado. Sabes de uma coisa? teu impulso de menino recai sobre Ana, a doce Ana, mas quando fala o que quer, não tem jeito. Sempre comete as mais encantadoras e divertidas gafes. E a culpa é sempre de Augusto, o palhaço e valente. Diante das mais inconstantes personalidades, vivemos em uma mútua compreensão, sob sentimentos recíprocos: carinho, atenção, solidariedade, um total amor genuíno.
- E não é assim que deveriam ser todas as pessoas, em qualquer lugar? me dizes Luiz.
- Acho que essas coisas ficam subentendidas em algumas pessoas, mas é difícil entendê-las.
- Discordo, me parece uma total falta de sal, pimenta e acúcar. Elas erram na dose e não misturam, deixando o amargo por cima. São monótonas e se conduzem por um cronograma certeiro.
- Pra mim elas são normais. Não fazem nada diferente, apenas não deixam muitas coisas transparecerem.
- São Pacatas. Não estimulam seus próprios sonhos.
- Hey - me grita Raimunda- por falar em sonhos, nós temos um, não temos?
- Nós temos vários, mas compartilhamos uns com os outros, mesmo sendo sonhos diferentes, mas que no fim, se completam.
- Então não somos normais- diz Ana- não vejo outras pessoas fazendo isso, ou elas desistem ou tentam ir atrás de seus próprios interesses, porque deveríamos ir contra o que elas fazem?
- Mas que ninguém te ouça menina, ficaste louca? Qual o sentido delas fazerem um bolo sem farinha, se não sabem recheá-lo? Pois aí é que está o problema, elas são normais. Eu te perdoo por dizer isso e Deus, livrai -nos dos normais.
texto baseado na frase: "Deus, livrai- me dos normais" , de Augusto Cury- O vendedor de sonhos
- pauta para a Sílaba Tônica.
atualizando: 3º lugar no Sílaba Tônica.

4 comentários:

  1. Te convido a conhecer o projeto In Verbis.

    http://oprojetoinverbis.blogspot.com/

    Abraços.

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  2. Puts... adorei, Fá.
    Já li o livro de Augusto, esse que vc cita e muitos outros... sempre gosto de ler.
    Ele é o cara!

    E seu texto foi bem escrito. Bela coerência, concordância.
    Tá ótimo!
    Boa sorte, linda!

    Beijão

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  3. Eu sabiiiiiiiiia que iria ficar no pódio.
    Seu texto ficou bom pra caramba!
    Imaginei primeiro lugar, com certeza.

    E eu chorei aqui de felicidade.. peguei 1° no blorkutando.
    Cara.. isso foi quase impossível pra mim rs.

    Beijão... aguardo seu 1° lugar na próxima.

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